27/10/2011

Descobertos e Foragidos
Parte Final
Por: Erick Lancaster

Maryana estava observando cada detalhe da cabana dos Lancaster. Ela andava pelo quarto, observava a paisagem e se encantou com a criação de hipogrifos que a família tinha. Vários animais de cores e tamanhos diferentes passeavam em campo aberto, brincavam uns com os outros e alguns até levantavam baixos vôos. Depois se admirá-los, ela se deitou na cama de casal pensativa, quando ouviu o chuveiro desligar. Hick tinha acabado de sair do banho, usando apenas a calça social que antes serviria para cantar com os Penetras em seu casamento. Casamento que ele mesmo impediu. O garoto ainda secava seus cabelos, quando se deparou com Mary deitada na cama. Velas iluminavam o ambiente deixando tudo mais belo. Aquela cabana era realmente incrível: De frente para cama se via a varanda do quarto (que embaixo escondia os hipogrifos) e a lua refletida no lago. Na verdade se estivesse ali sozinha Maryana estaria com medo, mas Hick estava lá com ela.
- Se importa? – perguntou ele – Não trouxe mais roupa, tenho que esperar minha camisa secar.
- Não. – respondeu risonha – Parece mais... forte? – observou.
- Andei me exercitando – respondeu sentando ao lado dela – Magno exigiu para dar um ar de “saudável” na banda.
- Hum-hum... - uma pausa constrangedora - Tô me achando um pouco patética com esse vestido de noiva.
- Calma ai – pediu Hick tirando o véu da cabeça da garota – Agora tá melhor. E ai como é... Casar? – brincou.
- Eu não casei, esqueceu. – riu - Também nem queria... Não sem antes realizar alguns planos.
- É. Também não penso em casar tão cedo.
- Nem eu... – mais um silêncio constrangedor. - Tá quente aqui, né? – disse se abanando.
- Vamos para a varanda? – ofereceu – O ar lá é maravilhoso.
- Acho que também vou tomar um banho. – disse Maryana se levantando da cama – Ah... – disse virada de costas para ele - Não estou me atirando pra cima de você, mas... Pode abrir o zíper atrás do vestido pra mim, por favor?
- Claro... – respondeu com a voz fina – CLARO. – corrigiu engrossando a fala – E por que eu acharia isso...? – Mas um momento constrangedor, enquanto ele puxava lentamente o zíper do vestido da garota – Por que eu acharia que você está se atirando?
- Ah não sei... Você trouxe a gente aqui pro meio do nada, estamos sozinhos... – respondeu ela quando Hick puxou todo o zíper - Você só com essa calça folgada, eu precisando tirar o vestido... Pensei qu...
Com uma certa violência, Hick virou Maryana para ele e com um beijo selvagem jogou a garota contra a parede. Maryana ficou um pouco assustada, talvez tenha atiçado a fera um pouco demais.
- Eu te amo... – sussurrou ele – Muito. – e continuou a beijá-la. - Você quer...?
- Achei que nunca fosse perceber – confessou – Sempre fui sua. – disse com um suspiro - E essa noite serei eternamente.

Melissa caminhava lentamente com o feitiço “Lumus” ativado pelas masmorras de Hogwarts. Seu coração quase soltou pela boca, quando ela deu de frente com Pedro que estava machucado e cambaleando.
- Pedro, meu Deus! – exclamou – O que aconteceu?
- Eu estou bem, estou bem... – respondeu fraco – Só apanhei um pouco do Magno.
- Um pouco!? Pedro você está um trapo! – disse abrindo uma bolsa que carregava de lado – Que idéia maluca foi essa de trocar de lugar com o Hick?
- Tinha que ajudá-lo... Ele a amava... – disse enquanto Melissa o sentava no chão, lhe dando os primeiros socorros – Eu sei bem como é.
- Pedro, sem drama agora... – corou – Droga, como eu te amo! E como você é burro!
- Quem é que tá fazendo drama agora, hein? – riu – Você nunca vai mudar...
- Mais do que eu já mudei? – disse ainda tratando dos machucados do amado.
- AIII! – gritou, quando Melissa passou um liquido escuro no corte de sua testa.
- PSSSIUU! – silenciou-o tapando sua boca com uma das mãos – Quer que os Carrow nos pegue?
- Doeu... – explicou.
- Vou levar você para o dormitório da Lufa-Lufa. – Pedro ficou surpreso com o convite – Vou cuidar de você. Vamos.

- E eu com medo de dizer que namoro você! – confessou Hanna para Mauricio na Sala Comunal da Corvinal – Meus melhores amigos são animagos e eu não sabia.
- Por essa eu não esperava. – disse Mauricio – Dá até coragem de assumir nosso namoro pra escola toda... Não dá?
- Não nessas circunstâncias – respondeu aproveitando que somente eles estavam ocupando a sala – Já pensou no que será da banda agora? Só eu e o Kevyn, não dá.
- Será que eles vão se safar dessa? – duvidou Mauricio – Quando pensei que vocês já tinham passado por tudo, surge essa bomba.
- Pois é. Por mais que eu tente disfarçar... Tô muito preocupada com eles. E o pior é que não podemos fazer nada para ajudar.

Parecia piada que apesar de tudo aquela noite passou calma e perfeitamente bonita. Quando amanheceu, o mesmo sol que desenhava a silhueta de Hogwarts entrava no quarto em que Hick e Maryana amanheciam juntos e ainda clareava (ainda que pouco), as celas onde estavam Dani, Gui, Isa e Lican em Azkaban.
No dormitório das garotas da Lufa-Lufa, Jussara dormia tranquilamente. Marisa havia negociado com suas colegas de quarto para que deixassem sua irmã Melissa e o namorado dormirem no quarto junto com elas. Melissa trocava os curativos de Pedro, enquanto Marisa penteava seus cabelos. Do nada, Jussara despertou com um salto da cama como se tivesse levado um choque. Os três pararam o que estavam fazendo e correram em direção à garota para ajudá-la.
- O que aconteceu? – perguntou Marisa – Você está bem?
- Eu vi. – disse Jussara séria, segurando com força no pulso de Marisa. – É hoje... – e começou a chorar – Será terrível, será... pior do que eu pensei que seria!
- Do que você está falando? – preocupou-se Pedro – Qual foi a visão dessa vez?
- É o Hick... – chorou mais alto – Hick vai morrer. É ele gente, eu vi!
- Não, mas... Tem certeza? Hick nem está aqui. – desacreditou Melissa.
- Minha visão nunca falhou... Eu o vi sendo morto na batalha. EU VI!
- Que batalha, do que está falando? – indagou Pedro.
- Haverá guerra – seu tom mudou com uma certa fúria. Nem de longe era aquela Jussara que todos conheciam – Muitas pessoas vão morrer... Eu posso ouvir seus gritos... – choramingou – Eu posso sentir sua DOOOR! AHHHHHH!
- Jussara, se acalme! – pedia Melissa para a garota que não parava de gritar.
- Se deite, vai passar, vai passar – tentou acalmá-la Pedro.
- Pedro, ela não pára de gritar! – disse Marisa – Vou chamar a Julian.
- Vamos levá-la para a enfermaria, leve a Julian pra lá. – instruiu Pedro.
- SALVEEEE-OOOO! – gritava Jussara mais alto – Ele vai morrer... Hick vai morrer! MORRER!

- Parece que eu estou aqui há dias... – sussurrava Isabelle em sua cela – e não tem nem 24 horas.
- Aqui é frio... – reclamou Dani.
- O que você queria? – irritou-se Isa – Um hotel cinco estrelas?
- O que vocês têm que não param de brigar? – intrometeu-se Gui.
- Estão em Azkaban. – explicou Lican – Tudo muda aqui.
- Já percebi. – concordou Gui - Alguém veio te ver nesse tempo em que esteve aqui, Lican? – perguntou Gui para encerrar a discussão de Dani e Isa que estavam se encarando.
- Não. – respondeu seco – Você são as primeiras pessoas que vejo em meses... Ninguém nunca veio aqui. Minha comida simplesmente aparece do nada. A única coisa que vejo são... Dementadores.
- Mas não vimos nenhum desde que chegamos. – observou Dani, mais calma – Onde eles estão?
- Torturar prisioneiros não é mais a atividade principal dos Dementadores. Está muito mais divertido seguir as ordens de Você-Sabe-Quem pelo mundo afora, do que ficar trancafiados aqui junto com os prisioneiros.
- Droga! – exclamou Isa do nada – Estava com os brincos da minha avó no casamento. – dizia enquanto se abaixava para procurá-los – Estou só com um dos pares. – quando olhou embaixo da cama, Isa viu restos de comida, de varinhas quebradas e... um frasco de uma poção totalmente utilizada e seringas. – Gente – chamou a atenção – acho que encontrei alguma coisa.
- O que é isso? – perguntou Dani.
- Não sei... – disse analisando o frasco.
- Tá brincando? – começou Lican – Essa foi a poção que injetaram em vocês para bloquear a transformação animaga.
- Como você sabe? – perguntou Gui .
- Eu vi, estava aqui assistindo tudo.  – respondeu Lican - Isa leia as instruções, as observações, tudo. Não deixe passar nada.
- Humm... Deixa  ver... “...a poção deve ser reaplicada a cada 24 horas.” Que mais... Humm...
- É isso! – exclamou Dani – Nossa chance!
- Não entendi. – Gui estava confuso.
- Eles vão ter que voltar para reaplicar a poção, não é? – explicava o lobisomem – Quando entrarem por aquela porta – e apontou para um portão de ferro que ficava no fim do corredor depois de várias celas vazias. – Significa que o efeito da poção passou e vocês vão poder se transformar novamente.
- É isso! – concordou Isa – Mas como vamos passar pelos outros portões?
O silêncio tomou conta do lugar quando um morcego passou voando no meio do corredor que separava as celas. O bicho parou no meio de onde eles estavam e o inesperado aconteceu. Em uma cortina de fumaça roxa, o animal se transforma em quem os prisioneiros menos esperavam: Lilah Coffin.

- Bom dia, meu amor – era Hick quem levava café da manhã na cama para Maryana, que tinha acabado de despertar – Dormiu tanto que tive tempo de preparar tudo isso.
- Sério? – impressionou-se.
- Na verdade foi o nosso elfo que está lá embaixo, mas o que vale a intenção. – disse lhe dando um selinho e colocando a bandeja em seu colo.
- Tem razão. – disse começando a comer – Anda, come comigo, amor. – pediu – E então... – disse passando manteiga no pão - O que faremos agora?
- Como assim? – disse pegando um biscoito e sentando-se ao lado da menina – Minha parte eu já fiz: Roubei você do casamento. Agora é sua vez.
- Tá brincando? – riu – Hick! É sério.
- Eu ficaria aqui pra sempre... E você?
- Com você? É claro. Este lugar é perfeito.
- Então é isso que vamos fazer.
Toc, Toc, Toc.
- ENTRA!  - berrou Hick.
- Senhor Lancaster – era seu elfo doméstico que entrava tímido no quarto – Uma coruja urgente acaba de chegar para o senhor. – disse com uma carta nas mãos.

- LILAH! – exclamaram todos. Lican era o mais impressionado. Ela ainda mantinha seu belo penteado do casamento, mas vestia roupas de trouxas.
- Vocês estão bem? – perguntou a vampira, tentando evitar olhar para Lican.
- Gata, você... – começou o lobisomem.
- Não vim aqui salvá-lo. – respondeu ríspida.
- Que bom te ver Lilah. – disse Gui - como nos encontrou? – o garoto não conseguia disfarçar a felicidade de ver que a vampira havia melhorado.
- Segui vocês desde o momento em que saíram de Hogwarts... Entrar foi fácil, já que morcegos é o que não falta por aqui.
- Ah, amiga que bom que você veio. – agradeceu Dani.
- Eu não queria, mas... Um amigo me incentivou.
- Quem? – perguntou.
- O Mike. E ai eu lembrei que era a única que sabia do segredo de vocês e... Me senti na responsabilidade de ajudá-los.
- Mas como vamos fugir daqui? – questionou Isa.
- Mandei uma carta pro Hick contando o que aconteceu e com as coordenadas pra ele chegar aqui. – respondeu – Deve estar a caminho.
- Mas como o encontrou? – intrigou-se Gui – Ele não disse pra ninguém pra onde ia.
- Disse para o Pedro. E o Pedro me disse. Mandei uma coruja antes de o sol nascer.
- Droga de melhor amigo! – reclamou Gui – O Pedro, O PEDRO, sabia que ele ia fazer a maior cena no casamento e ele nem me avisa nada.
- É melhor parar com o drama, por que vem vindo gente ai. – avisou Lican. Lilah mais que depressa voltou a ser um morcego que “dormia” pendurado no teto.
- Finalmente! – a voz de Magno ecoava no corredor. Os Penetras gelaram. Seu pior inimigo estava ali. – Depois de todo esse tempo, enfim estão todos aqui.  – dizia enquanto se aproximava - Presos. Como deve ser. Em breve me implorando para empalhá-los. - Quando chegou ao meio do corredor (acompanhado de dois Comensais), Magno gargalhou assustadoramente – Cadê o outro? – disse em tom frio e totalmente apavorante. Ela sempre foi assim, sempre soube ser engraçado, mas seu lado perverso lhe caia muito melhor. – Não vou perguntar duas vezes.
- West, é hora de... Você sabe o que... – cochichou um dos Comensais no ouvido do homem.
- Mas antes – disse se acalmando – Vamos tratar de deixá-los bem calminhos. – Magno tirou do casaco um frasco idêntico ao que Isa tinha encontrado embaixo de sua cama e o deixou flutuando na frente dele com um feitiço. Em seguida tirou três seringas, as fez flutuar até a poção, as encheu com o líquido e as apontou como armas em direções diferentes: Uma para Dani, uma para Gui e a outra para Isa. – É só um calmante.
Quando Dani percebeu em Magno um momento de distração, transformou-se em uma coruja, passou pela grade e mais que depressa cravou suas garras nos olhos do homem. O Comensal da direita foi mordido no pescoço por Lilah/Morcego e Isa transformada em cobra picou a perna do Comensal da esquerda. Lican aumentou drasticamente de tamanho, teve pêlos espalhados por todo corpo e logo um lobisomem enorme destruiu a grade da cela que há pouco estava. Tomado pela fúria, o monstro destruiu também a cela ao lado libertando Gui, que pegou as três varinhas que Magno e os dois Comensais deixaram cair no chão.
- VAMOS! – gritou Gui.
- Não adianta correr! – gritava Magno com os olhos sangrando – O feitiço foi lançado!
As seringas ainda estavam na direção dos Penetras como se fossem mísseis rastreadores e mesmo na forma animal, Dani e Isa receberam a dosagem como se fosse um tiro tranqüilizante. Gui também foi atingido e assistiu suas amigas voltarem à forma humana. Por sorte, vestidas.
- Vamos, não podemos parar! – berrou Lican voltando a forma humana, assim como Lilah – Se vocês se entregarem ao sono que essa dose dá, dormirão por horas!
- Não durmam! – Lilah conseguiu despertar Isa e Dani e juntas conseguiram se levantar.
- Vamos! – agitou Lican.
- Vocês não vão a lugar nenhum... - disse o Comensal que havia sido picado por Isa. O homem havia se arrastado até uma espécie de alarme de emergência e um som insuportável de uma sirene começou a tocar.
Os cinco saíram em direção ao portão de ferro, e quando passaram por ele, Lican transformou-se em lobisomem novamente destruindo todos os obstáculos que encontravam no caminho. Quando conseguiram chegar a um tipo de pátio, que dava para avistar o oceano um verdadeiro mar de dementadores parecia ter brotado do chão e vinha na direção deles, prontos para sugarem suas almas.

Por Penetras, lá pelas 21h06

25/10/2011

Descobertos e Foragidos
Parte 3
Por: Erick Lancaster

- Aquele não era o hipogrifo que eu escolhi para o casamento! – berrou Max levantando-se do chão – Trocaram os bichos! – enfureceu-se. – FOI VOCÊ, NÃO FOI?! – gritou para o suposto Hick. – Pra onde eles foram? – disse agarrando o colarinho do suspeito.
- Tire suas mãos imundas de mim! – e Pedro o empurrou – Eu não tenho nada a ver com isso! Talvez sua noiva não tenha aceitado a idéia de um casamento forçado tão fácil assim!
- PEGUEM-NOS! – ordenou Magno quando todos os Comensais conjuraram vassouras para resgatar sua filha – NÃO. – gritou novamente e todos pararam o que estavam fazendo um tanto que confusos – Os animagos, peguem os animagos!
- Ferrou! – exclamou Isa que agarrou no braço de Dani e tentou fugir por uma porta na lateral direita do Grande Salão, mas um Comensal bloqueou seu caminho e desarmou as duas com um feitiço. Gui tentou fugir pelo outro lado, porém foi desarmado e capturado por Aleto.
- Aonde pensa que vai, mocinho? – disse enquanto o empurrava para junto das outras duas.
- E você – disse ferozmente Magno para o Hick presente – pensou que fosse me enganar por mais tempo?
- Do que vocês estão falando? – assustou-se Hanna – O que está acontecendo aqui?
- Finalmente a verdade! - anunciou Magno – Veja quem são os Penetras de verdade – riu sem graça -  Profeta Diário, prontos para fotografar? – Dani, Gui e Isa tremiam. Era o fim do segredo. - Ser animago no nosso mundo é algo normal, mas fazer isso sem o consentimento do Ministério Da Magia é ilegal. É um crime. Um crime que Stradivarius, – ele apontou a varinha ameaçadoramente para o garoto que se transformou em lobo na frente de todos e foi contido por quatro Comensais, enquanto Marisa abafava um grito – a Senhorita Parkinson – e a mesma coisa aconteceu com Dani que tentou levantar vôo, mas foi presa em uma gaiola conjurada por outro Comensal – e a tal da Lancaster! – Isa também foi capturada após se transformar em uma cobra na frente de todos.
- Isa... Mas... O que... Como? – Kevyn estava chocado. Aliás, todos estavam chocados.
- E o último – disse com um tom de suspense – ERICK LANCASTER! – quando Magno lançou seu feitiço que revelava o DNA de um animago, caso ele existisse naquele bruxo, nada aconteceu com o garoto. – Mas... O que...? – atrapalhou-se Magno.
- Muito bem! – levantou o diretor Snape quem assistia a tudo calado, mas finalmente se pronunciou – Todos voltem para suas casas agora. Convidados, se dirijam aos portões da escola acompanhados dos professores, por favor.
- Mas e o Buffet? – gritou Jussara – Nós nem comemos!
- Jussara, se liga! – corrigiu Julian – Nem teve casamento.
- Não posso deixar que levem a minha namorada! – Gustavo tentava ajudar Dani, mas Josh e Mike seguravam o garoto. – Me soltem!
- Magno, o que fazemos com eles? – perguntou o Comensal que estava com Gui-Lobo, amarrado como um cão raivoso. Os repórteres que estavam presentes não paravam de fotografar a cena.
- O que você fez?! – gritava Magno puxando Pedro pelos cabelos pensando que ele era Hick – Como consegue esconder sua habilidade de mim? REVELE-SE! – gritava. – REVELE-SE! – os convidados iam sendo enxotados pelos Comensais, embora muitos quisessem defender e até ajudar a banda, eram expulsos sem a menor educação.
- Não façam nada com ela! – gritava Kevyn tentando defender Isa – Ela é um ícone do mundo POP Bruxo! – Mas foi empurrado para fora do Grande Salão, assim como todos os outros.
- Deixem-no em paz! – gritava Hanna para Magno que não parava de torturar Pedro/Hick.
Quando todos já haviam se retirado do Grande Salão, menos os Comensais e os Penetras transformados, Snape também se retirou, mas antes gritou o nome de Magno que parou o que estava fazendo para ouvi-lo atentamente.
- Quem era aquele que saiu voando com sua filha? – perguntou seco.
- Eu não sei, Snape. – respondeu furioso.
- Já colocou essa sua mente inútil pra funcionar? Se o Sr. Lancaster amava sua filha, é obvio que ele esteja voando com ela agora e não um desconhecido, não é verdade?
-Mas... – Magno estava sem palavras. Seu ódio ficou ainda maior. Hick o tinha enganado mais uma vez.
- Libere meu aluno. – Magno tentou argumentar, talvez até torturar aquele suposto Hick para encontrar o verdadeiro. – Você sabe onde o fugitivo está? – perguntou o diretor para Pedro.
- Não... – respondeu o garoto que já estava com o olho roxo de tanto levar socos.
- E ESSE ANIMAGOS? – berrou o diretor - Por que ainda não estão em AZKABAN, se eu já autorizei vocês a aparatarem durante todo o dia de hoje?
Mal o diretor fechou a boca, todos sumiram com os animagos rapidamente em forma de fumaça. Magno deixou Pedro jogado no chão, e se aproximou de Snape para convencê-lo a ficar com o Hick falso.
- Vocês dois – disse Magno para os únicos dois comensais que ainda estavam no Grande Salão antes de falar com o diretor – Vão atrás do Lancaster e só voltem com ele AQUI!
- Você sabe ordenar muito bem Magno, seu problema é que você é o pior caçador de animagos que já existiu. – humilhou o diretor.
- Severo, me perdoe... Sei que te causei imensa vergonha hoje, mas a situação fugiu do meu controle... Isso não vai mais acontecer... Permita-me ficar com o aluno, por favor. Ele com certeza sabe pra onde o Lancaster foi.
- Não. – respondeu de má vontade – Aliás, de que aluno está falando? – quando os dois olharam para trás o suposto Hick não estava mais lá. A porta que ficava à direita do Grande Salão tinha acabado de se fechar. Magno e Snape correram, mas quando chegaram na porta ele estava trancada. Magno conseguiu abri-la e quando entrou na sala, ela estava vazia com a janela aberta e a cortina ainda balançando o vento.
- E agora como saberemos que aluno era? Hick pode ter pego o fio de cabelo de qualquer aluno de Hogwarts, talvez aquele garoto de quem ele tomou a forma e fugiu nem o conhecia para evitar suspeitas.
- Isso não é problema meu. Está sozinho nessa, West. – mas antes de se retirar Snape deu um peteleco na orelha de Magno. – Enganado por um aluno. Se o Lord das Trevas fica sabendo de uma coisa dessas... Se quiser investigar cada aluno loiro dessa escola fique à vontade. Mas que você vai ter muito trabalho, isso vai.

O vento batia forte no rosto de Maryana, o hipogrifo voava a toda velocidade cortando o céu e se afastando cada vez mais de tudo. Não havia mais nada a não ser montanhas, florestas e rochedos no caminho em que eles traçavam.
- Quem é você? – perguntou a noiva – O Hick te mandou?
- Não foi o Hick quem me mandou - respondeu o garoto.
- Não ouvi direito, tira essa mascara! – pediu – Você  parece com um amigo meu.
- Quem? – brincou ele.
- O Pedro da Sonserina. Não é você, é? – indagou.
- Mais ou menos. – respondeu enquanto o hipogrifo voava ainda mais rápido.
- Tira a máscara.
- Não.
- Tira a máscara.
- Ainda não.

Muito longe dali trovões clareavam os corredores de um lugar assustador, cercado de dementadores, três alunos foram arrastados como bonecos, dopados e jogados em celas individuais. Quando acordaram entraram em pânico.
- Me tira daqui! – gritava Dani batendo na grade que a prendia. De frente, ela viu Gui que já estava quase rouco de tanto gritar.
- Dani, você está bem? – perguntou preocupado. Na cela ao lado Isa acordava.
- JESUSMARIAEJOSÉ! – berrou batendo a cara na grade. – SOCORROOOOO, QUERO MEU ADVOGADO, PRECISO DE UM ADVOGADO!
- Estamos mortos! – exclamou Gui – Como descobriram tudo?  Alguém deve ter dito alguma coisa! Isa?
- Por que teria que ser eu? Não disse para ninguém que somos animagos.
- Que eu saiba só a Lilah sabia. E faz meses que ele não troca uma palavra com ninguém. – disse Dani quase chorando. – E agora como a gente sai daqui?
- Esse sempre foi o meu maior pesadelo – confessou Gui escondendo as lágrimas – Preso. Em Azkaban.
- Agora eu vou aparecer presa no Profeta Diário – chorou Isa – Igual a Paris Hilton no “The New York Times”!
- Isa deixa de ser fútil! – criticou Dani.
- E olha que roupa horrível que colocaram na gente... Dani, sem ofensa, mas eu nunca me imaginei usando a mesma roupa que você. Ainda mais uma cinza e listrada!
- Para de chorar Isabelle temos que pensar em um jeito de sair daqui. – sugeriu Gui.
- Como? Nos transformando? – pensou Dani.
- Não. – respondeu Gui – Estamos dopados. Deram alguma coisa pra gente beber... Não me lembro muito bem, mas tenho alguns flashs do que aconteceu até nos jogarem aqui.
- Então já era. – se entregou Isa – Vamos sentar e esperar o beijo do Dementador.
- Também não é assim – disse Dani – Ainda temos que ser julgados.
- Por quem? – riu Isa – A lei no nosso mundo já era! Olha só, quase nem tem dementadores aqui. E sabe por que? Estão por ai andando livremente sugando a alegria das pessoas... Aos comandos de Você-Sabe-Quem.
- Então a qualquer momento podemos... Perder nossas almas?
- Se forem espertos, não... – uma voz embriagada assustou a todos que abafaram gritos. Quando olharam para o lado da cela em que Dani estava, reconheceram um rosto. Embora parecesse muito mais velho e cansado do que quando o viram pela última vez era ele:
- Lican – admirou-se Isa – Você ainda está vivo?

Quando estavam a milhões de quilômetros de distancia de Hogwarts, Hick e Maryana avistaram uma casa que ficava isolada no alto de uma colina. Já havia anoitecido e a luz da lua refletia com perfeição no imenso lago que ficava logo abaixo da cabana. Maryana observou que os cabelos de seu cavaleiro tinham ficado castanhos e escuros e aquela nuca era inconfundível para ela.
- Hick... – sussurrou abraçando as costas do garoto e apoiando sua cabeça nele.
Finalmente após horas de vôo eles pousaram em frente à cabana. Hick desceu do hipogrifo, e logo após ajudou a garota a descer. Quando ficaram face a face, Maryana retirou a máscara de Comensal e viu o rosto de seu amado. Eles riram espontaneamente. E se beijaram apaixonados. Ela ali, ainda com vestido de noiva. Os dois sentindo que seus corações batiam na mais perfeita sincronia. Enfim juntos. Enfim sós. Sem ninguém para atrapalhar.
- Isso foi uma loucura Hick, sabe disso, não sabe? – disse séria – Então por que eu não consigo parar de te admirar... Você provou sua coragem. Você provou o seu amor. Nunca amei o Max, não de verdade, nem de perto foi e nem será tão intenso, tão verdadeiro, quanto o que eu sinto por você... Eu te amo, Erick Lancaster.
- Eu também te amo, Maryana West. Vamos entrar. Essa é a nossa casa... Ao menos por enquanto.
- Como você fez tudo aquilo? Essa casa é sua?
- Calma uma coisa por vez – pediu – Ainda estou com uma dor no cóccix por causa da viagem...
- Você sabe como quebrar um clima, Erick.
O garoto abriu a porta e com um feitiço da ponta da varinha ascendeu as luzes e guiou Maryana até o centro da cabana, onde ficava uma bela sala de estar.
 - Essa casa é da minha família há séculos. – respondeu – Mas já faz muitos anos que ninguém vem aqui. – e os dois se sentaram no sofá. – Eu sabia que de qualquer forma teria que roubar você pra mim – mudou de assunto, Maryana sorriu – Fingi desistir algumas vezes, mas era só pra não levantar suspeitas, já que você chamou todos os meus amigos para serem seus padrinhos...
- Foi só pra implicar com você. – riu – Eu sei que te maltratei muito esse ano... Só queria que você sentisse o que eu sentia quando você me trocava pela Hanna ou fingia não gostar de mim.
- Ficou com o Max só pra me irritar?
- Não. Eu gostei dele... Nunca o amei. Mas ele era agradável, me ajudou quando eu tava na fossa... Só que depois ele virou uma pess...
- Ele nunca gostou de você. – interrompeu Hick – Hanna estava escondida na Casa dos Gritos e ouviu uma discussão entre o Max e o pai dele. Eles só queriam seu dinheiro e o status da sua família para se tornar um grande repórter.
- É disso eu sei.
- Se bem que eu duvido muito do Max não ter te amado pelo menos uma vez. Você é incrível, não tem como ele não ter se apaixonado. – a garota corou – Mas tenho uma novidade, não sei bem como dizer isso, mas lá vai: Vocês nunca transaram.
- O q-que? – o choque estava estampado no rosto de Maryana – Como assim?
- Você foi lá terminar tudo com o Max, só que o Jason chegou na hora e te enfeitiçou. – esclareceu – Eles só te deitaram na cama e simularam que havia ocorrido alguma coisa.
- E eu trouxa acreditei, QUE ÓDIO! – enfureceu-se.
- Deixa isso pra lá... O bom é que não existe mais nada que te ligue aquele infeliz.
- Eu fui uma boba, como eu não percebi que...
- Psiu... – pediu Hick colocando o dedo na boca de Maryana a silenciando de um modo carinhoso – Se acalme... Tudo isso já passou. Vou tomar um banho, você está tão perfumada que está me deixando constrangido. – e subiu para os quartos, não vendo a felicidade estampada no rosto de Maryana ao saber que poderia entregar à Hick aquilo que achou que Max havia roubado.

- Então – perguntava Isa para Lican – Como é a vida aqui?
- Pare com isso Isa! – repreendeu Dani – Ele é um assassino. Ele matou o Levi.
- Prove. – respondeu Lican simples.
- Você está aqui. – retrucou.
- E você também – respondeu deixando Dani sem jeito – Cometeu algum crime? Matou alguém?
- Não mude de assunto. Se não foi você, quem foi? – interrogou Gui.
- Eu sei quem foi. Mas não posso dizer, sem quebrar um juramento... – respondeu com amargura – Agora estou aqui... Apodrecendo... Sem nada a perder.
- Se não tem nada a perder por que não diz quem matou o Levi? – insistiu Dani – Vai continuar preso aqui mesmo.
- Um dia eu saio. E o verdadeiro culpado? Vai me implorar para que eu o mate. Isso, eu juro.

Por Penetras, lá pelas 20h23

20/10/2011

Descobertos e Foragidos
Parte 2
Por: Erick Lancaster

Maryana estava sozinha no dormitório da Lufa-Lufa, olhando para o espelho como se estivesse prestes a ser executada. Não conseguia parar de pensar em Hick e ao mesmo tempo em seu casamento forjado. Quando finalmente jogou o véu sobre o rosto e segurou o buque em mãos, a porta do quarto se abriu e sua mãe entrou desajeitada, sentando-se na cadeira e colocando a mão no coração.
- Mamãe, o que aconteceu? - disse tentando socorrer a Sra. West.
- Minha filha, seu pai ficou louco... Ele... - disse tentando puxar o fôlego – ele pediu para atrasarmos o casamento ainda mais!
- Que bom, quem sabe assim ele pensa melhor e cancela essa farsa. - desabafou Maryana jogando o buque no chão e sentando-se na penteadeira contemplando outra vez sua imagem no espelho. Parecia egoísmo, mas ela havia esquecido que sua mãe entrou quase desmaiando no quarto.
- Filha... - Melinda levantou-se e foi até a garota – Me desculpe, meu amor é que eu estou tão nervosa com essa festa, toda a nossa família esta ai.
- É eu sei vieram ver minha execução – respondeu.
- Mary, meu amor – disse Melinda colocando as mãos nos ombros da filha e fingindo calma – eu só quero que você seja feliz.
- Casando com o Max? - para Maryana aquilo parecia uma ofensa – Desculpe mãe, mas se você realmente quisesse que eu fosse feliz teria impedido esse casamento, o tempo todo a senhora esteve de acordo.
- Eu sei que não é isso que você quer filha, e acredite muito menos eu – confessou – Sem contar que essa atitude do seu pai foi medieval.
- Mãe, eu só tenho dezessete anos, sei que sou maior de idade, mas nem passava pela minha cabeça casar agora.
- Mas seu pai Maryana... - Melinda estava desconcertada, desde quando ela havia começado a preparar o casamento estava evitando essa conversa - Ele... Você já o conhece, não é filha? Se eu soubesse de um modo para evitar essa decisão, eu... - ela parecia estar tomando coragem para falar – Você mais do que ninguém sabe que ele está envolvido com o lado das trevas, assim como a direção dessa escola. Como acha que liberaram o Salão Principal do castelo para o seu casamento? Nem Harry Potter vai casar aqui.
- Não estou entendendo, mãe.
- Filha o que eu quero dizer é que... Até essa guerra acabar, estamos submissas a seu pai. Vou te dizer uma coisa, mas isso não pode sair daqui. - ela foi até a porta checar se havia alguém e como estavam sozinhas prosseguiu – Eu e seu irmão estamos planejando uma fuga.
- E não me contaram nada? - Maryana abriu um largo sorriso e mostrou imenso interesse no assunto.
- Assim que essa guerra acabar e espero que o lado do bem vença, nós três vamos fugir juntos. Pra bem longe do seu pai.
- Obrigada, mãe. - disse abraçando Melinda com o máximo de força que conseguiu – Esse é o melhor presente de casamento que a senhora poderia me dar! - riu ironicamente.
- Então filha, daqui a pouco venho te buscar para a encenação. - disse deixando Maryana aparentemente animada para o casamento.

Os padrinhos já estavam cansados de esperar pelo inicio da cerimônia, por isso decidiram jogar Xadrez de Bruxo para que o tempo passasse. O humor de Josh parecia estar melhor, mas ele não entendia os olhares cortantes que Mike (que estava sentado ao lado de Julian) lançava nele. Hanna chegou ao local com uma expressão assustada e ficou ainda pior quando Dani informou que ela não tinha par e que precisava encontrar um urgentemente.
- Isso não vai ser trabalho algum para mim – disse convencida – trago meu par em cinco minutos.
- Cuidado Hanna – riu Kevyn – Vê se não vai fazer igual a Kitty, que apelou até para o Pedroca!
- Ha-há – irritou-se a garota, depois que Hanna já havia partido em sua busca – Peter é um rapaz educado, cuidadoso, carinhoso, inteligente, que sabe cozinha, lavar, passar...
- Por isso que ele é gay – finalizou Kevyn em resposta para Kitty – De quem é a vez? - mudou completamente de assunto se referindo ao xadrez de bruxo. Pedroca deu uma piscadinha para Kitty disfarçar melhor.
- Gente, esse casamento não vai começar hoje, não?! - reclamou Melissa – PEDRO! - correu em direção ao namorado quando ele cruzou a porta e o beijou de leve na boca. - Aonde você tava, já ia te procurar. - disse ainda abraçada com ele.
- Estava me produzindo – riu – pra você.
- Ah, que lindo! - suspirou Melissa – Huumm, perfume novo! - elogiou.
- É – disse feliz – Só vim te dar um beijo, tenho que dar uma atenção para a minha família que também está aqui.
- Boa tarde – mal deu tempo de Pedro sair da sala e um “auror” (todos sabiam que era um Comensal) interrompeu a conversa e o jogo dos alunos padrinhos.  – A Sra. West disse que os senhores já podem se preparar para entrar. Esse lugar será reservado para a noiva. Queiram entrar, por favor. - quando de par em par todos se retiraram, o Comensal tirou sua varinha que estava no modo feitiçone e disse: - Pronto Magno. Já estão todos dentro do Salão. Ninguém mais sai.

- Mas lembre-se – dizia Magno pelo feitiçofone de dentro do dormitório masculino dos alunos do sétimo ano – Principalmente os Penetras, me ouviu bem? Assim que a cerimônia acabar, vamos prender todos eles. - após finalizar a ligação, Magno guardou a varinha nas vestes.
- Aqui não tem nada, senhor. - dizia Max revirando o malão de Hick. Na verdade antes de acharem onde o garoto dormia, haviam revirado quase toda a torre. - Espera, espera... - quando finalmente ele chegou ao fundo do malão notou uma parte oca na madeira. - Acho que achei – disse com um sorriso malicioso nos lábios. - AQUI! - Max conseguiu tirar a parte oca do malão, que revelou um furo, onde havia pergaminhos, um diário velho e uma carta.
- E tem a marca de Dumbledore – disse gargalhando – Me dá isso aqui – Magno tentou abrir a carta, mas quando seus dedos tocaram no envelope, ele os sentiu queimar. - DROGA! - reclamou, enquanto Max procurava alguma informação no diário – Está enfeitiçado! Conseguiu alguma coisa?
- Parece que sim... Olha – se preparou para ler - “Hoje finalmente descobrimos o efeito da poção, que não atingiu somente a mim e a minha irmã Isabelle, mas também a dois colegas, com quem não temos muita amizade: Gui e Dani”. O idiota escreveu tudo em um diário!
- Para de bancar o inteligente e continua. - pediu Magno satisfeito.
- “Não sei mais o que escrever”, é um burro mesmo! “As instruções dizem claramente, para narrar os quinze primeiros dias da transformação para verificar se ocorreu tudo bem. Por hoje é só. Mal feito, feito.” E ainda finaliza com uma frase clichê dessas!
- Isso não nos interessa! – disse Magno, porém sorridente tirando o diário das mãos de Max – A questão é que temos exatamente como provar que eles agiram clandestinamente, e não possuem a menor licença para esse ato. Vamos Max, mas pegue a carta.
- Pra que se não conseguimos abri-la, Sr West? - indagou.
- Não podemos deixar a única defesa que eles possuem - explicou – Traga-a!
- Mas senhor, ela está queimando! Como eu vou casar com os dedos queimados?
- Ela só queima se você quiser abri-la, seu idiota. Agora, vamos logo. Não podemos perder a última cena dos Penetras em liberdade. - e rindo o mais alto que podiam os dois diminuíram de tamanho outra vez e saíram voando pela janela em forma de inseto, depois de Magno diminuir com um feitiço o tamanho do diário e da carta que havia encontrado.

Ao som de um mágico violino, que enquanto tocava deslizava pelo Grande Salão, os padrinhos do casamento começaram a entrar anunciando que a cerimônia havia começado. O noivo já estava lá na frente esperando por eles (depois de ter entrado em um hipogrifo que assustou aos convidados). Todos olharam para trás, muitos já com torcicolo de tanto que haviam esperado por esse momento. Kitty e Pedroca entraram primeiro e muitos flashs aconteciam tanto do fotografo contratado pela mãe da noiva, e também é claro da imprensa bruxa que estava em peso. O Salão Principal estava lindo, totalmente decorado e super lotado de bruxos das trevas, é claro. Josh e Jussara entraram logo em seguida e muitos seguraram o riso do vestido infantil que a garota usava. Melissa era a próxima a entrar, porém Pedro havia desaparecido. Quando ela pensou em sair para procurá-lo, Hick surpreendentemente segurou em seu braço e a puxou para o tapete vermelho.
- O que está acontecendo? – indagou a garota.
- Depois eu te explico – murmurou Hick entre os dentes, enquanto desfilavam pelo tapete - Longa história. – Mesmo sem entender a garota colaborou com ele fingindo que estava tudo bem.
- Eu não acredito! – exclamou Max no altar de forma que somente seu pai ouvisse – Como esse palhaço se atreve a ser meu padrinho? DROGA!
- Calma filho – respondeu seu pai – Mas mantenha os olhos nele.
Gui estendeu o braço para que Marisa segurasse. Foi a primeira vez que se olharam de verdade desde os preparativos para o casamento. Ela segurou no braço dele e juntos caminharam pelo tapete vermelho.
- Não deu certo, né? – perguntou ela entre os dentes.
- O que?
- A Maryana tentando nos aproximar... Isso é tão estranho.
- Por que? Eu não acho que seja... Apesar de como você tá ficando com o Ésdros, deva ser um tanto desconfortável pra você. – disse quando avistou Ésdros sentado entre os convidados e o encarando.
- EU NÃO ESTOU FICANDO COM ELE! – gritou parando de andar e soltando o braço e Gui. O violino mágico também parou de tocar. Silêncio constrangedor. Aos poucos Marisa percebeu o que estava fazendo e voltando a segurar no braço e Gui, rapidamente a música romântica voltou a tocar também.
- Nossa isso foi inesperado! – cochichou ele – Mas o que é que vocês tanto fazem juntos.
- Não posso te dizer – respondeu.
- Então realmente voc...
- Traçando uma rota de fuga do castelo. – respondeu interrompendo e o deixando perplexo. – Jussara teve uma visão, eu temo que ela se realize e estou me preparando.
- Mas, que visão? – eles já tinham chegado ao altar, portanto a conversa estava encerrada.
Julian e Mike entraram um pouco sem jeito depois do papelão de Marisa, mas nada de anormal (fora o rosto abobalhado de Julian para o garoto) aconteceu com eles. Assim como Dani e Gustavo que fizeram uma entrada elegante e muito fotografada. Logo foi a vez de Isa e Kevyn.
- Vai querer discutir a relação também enquanto entra na igreja? – brincou o garoto.
- Não. Quem eu quero conversar não está aqui. – respondeu ríspida.
- Me desculpe... Mas quando quiser. Estarei aqui. Aliás, você está me devendo uma.
- Qual?
- Naquela noite em que nos beijamos... Eu não te beijei como queria na verdade... Quero dizer você conduziu tudo para enciumar o Will.
- Atreva-se a me beijar agora, e eu juro que te mato.
- Tudo bem.
- Então tá.
- Mas se você quiser... AI! – gritou quando Isa deu um sutil, porém dolorido beliscão nele.
 Quando Hanna entrou com Mauricio, o queixo de várias pessoas caiu. Lá estava ela, linda e decotada. Apresentando seu par para todo castelo.
- O que ela fez com ele? – murmurou Isa para Dani (que estava mais preocupada com Comensais estranhos que aparentava cercá-los de alguma forma).
- Acha que vai levantar suspeitas? – perguntou Mauricio discretamente para a loira.
- Acho. Mas eu jamais entraria sem par.
- Você poderia pegar qualquer garoto aqui!
- Eu sei. Mas eu escolho você.
Quando todos os padrinhos estavam posicionados, assim como o noivo e tudo que um casamento tem direito, o violino, mas desta vez acompanhado de outros instrumentos começaram a tocar a marcha nupcial. As portas do grande salão se abriram e Maryana estava deslumbrante com Magno ao seu lado segurando em seu braço. A tristeza da garota era ocultada diante de tanta beleza e todos a recebiam com enorme felicidade. Ela passou pelo hipogrifo de Max que estava lá fora esperando o término da cerimônia para levá-los para a lua de mel e caminhou como uma princesa pelo tapete vermelho, seu olhar se encontrou com o de Hick, que estava apreensivo junto aos padrinhos. Finalmente ela olhou para Max e sentiu o ódio tomando conta dela, como se pudesse matá-lo ali mesmo, na frente de todos.
Quando a música parou e a noiva chegou ao altar, o pequeno homem que conduzia a cerimônia pediu para que todos se sentassem.
- Estamos aqui – começou – reunidos para celebrar a união...
- UNIÃO?! – exclamou uma voz com deboche vinda dos fundos. Todos olharam para trás. Era um garoto loiro com uma mascara de Comensal da Morte. Estava de pé. A porta do Grande Salão aberta atrás dele. – A noiva não parece estar tão feliz, não é mesmo?
- Cale-se! – ordenou Magno – Como ousa atrapalhar o casamento da minha filha? Quem é você afinal?
- Eu? – riu – Quem você menos imagina! – o garoto virou-se e curvou-se diante do hipogrifo que estava atrás dele.
- TIREM ELE DAQUI! – berrou o noivo e dezenas de Comensais foram em direção ao garoto.
O garoto assoviou e o hipogrifo derrubando alguns comensais correu para ele, permitindo ser montado.
- Parece com o Pedro... O que ele tá fazendo? – Melissa queria impedir Pedro de fazer o que quer que ele fosse fazer.
- Não faça nada – disse Hick segurando a menina pelo braço – É o Hick. Eu estou aqui.
- C-como?! – exclamou Melissa enquanto sua mente processava a informação. – Poção Polissuco?
Em uma seqüência de eventos muito rápida, Hick na forma mascarada de Pedro e montado no hipogrifo, voou pra cima dos noivos, derrubando Max, seu pai e Magno com as asas do bicho e puxou Maryana para suas costas. A noiva estava aterrorizada e a situação piorou quando o animal levantou as assas para voar. Feixes de luz verde foram atirados na direção do animal e tudo pareceu estar perdido. Foi quando Hick viu que seus amigos de banda estavam rebatendo os ataques, todos com as varinhas em mãos dando cobertura ao garoto.
- VAI! – gritou Gui antes de estuporar outro Comensal.
O bicho levantou vôo, passou por cima dos convidados, destruiu parte da decoração na fuga e quebrou uma das vidraças do Grande Salão indo para fora do castelo e reduzindo drasticamente de tamanho, conforme se distanciava.

Por Penetras, lá pelas 21h55

18/10/2011

Descobertos e Foragidos
Parte 1
Por: Erick Lancaster

Os bastidores do casamento (que ficava atrás da porta de entrada para o castelo) estava cheio de padrinhos e madrinhas que aparentavam mais ansiedade que os noivos. Kitty e Pedroca ensaiavam sua entrada no casório pela décima quinta vez, muito ao contrário de Gui e Marisa que mantinha a máxima distancia um do outro. Melissa aguardava a presença de Pedro que não tinha aparecido até agora, assim como Julian que aguardava a presença de um primo de Maryana que seria seu par. Dani e Gustavo jogavam conversa fora e Isa lamentava com Kevyn a ausência de Will.
- Mas você ainda não entendeu que o romance de vocês acabou? - disse Kevyn diretamente.
- Por que ao invés de me dar um conselho que preste, fica me acusando? Você sabe muito bem que teve participação no término do meu namoro. - tentou defender-se – Mas mesmo que a gente não voltasse, sabe, eu só queria dizer pra ele que me enganei.
- Eu acho assim, tipo... Sei lá.
- Obrigado pelas sábias palavras, Kevyn – disse Isa irônica. - Aquela é a Drica?
- ... e esta invadindo a área reservada para os padrinhos? - disse Kevyn fingindo choque, tentando conseguir uma desculpa para expulsá-la dali.
- Oi gente – disse ofegante e olhando somente para Isa – Amiga, ocorreu uma emergência de última hora com o meu avô em Boston...
- Mas tá tudo bem, Drica? - disse colocando as mãos no ombro da amiga, Kevyn fingiu indiferença. - A propósito, você está linda nesse vestido de gala roxo! - elogiou – Er... Desculpe, seu avô, né? O que aconteceu?
- Não sei, meu pai acabou de entrar em contato comigo e me pediu para se encontrar com ele na Sala de Visitas. Vou ter que ir, não posso ficar para o casamento.
- Ah, mas a gente ia rir dos penteados dos convidados juntas, lembra? - Drica não respondeu apenas encarou a amiga.
- Olha, Isa – disse depois de uma longa pausa – Eu não sei se você entendeu a gravidade do problema. Com tantas tragédias ocorrendo por ai, qualquer coisa pode ter acontecido com o meu avô, tenho que ir. Entendo seu sofrimento, mas...
- Tudo bem, você tem razão. - cortou compreensiva – Seu avô é mais importante agora, pode ir amiga. Boa sorte. - e deu um abraço e um beijo no rosto da garota.
- Afinal, você não vai ficar tão sozinha assim – disse dando um rápido olhar para Kevyn – Volto assim que possível, boa festa. - e saiu em direção as escadas de mármore.
- Espero que ocorra tudo bem... Tudo isso é muito estranho e repentino. Não posso perder a Drica também. - choramingou Isa.
- Calma moça – disse Kevyn abraçando a garota com força – Tudo vai ficar bem.

Os demais padrinhos continuavam a se distrair, apesar de estarem no mesmo lugar nem notaram a chegada e a saída de Drica. Julian já estava enrolando a barra do vestido, nervosa com seu par que ainda não havia chego.
- Julian, querida – era Melinda, mãe de Maryana que entrou correndo pela porta e em seguida, a fechou. - Cadê a Julian? - perguntou para Gui que a indicou com o dedo – E a Hanna?
- Ela não está aqui. - respondeu Gui – Saiu, mas até agora não voltou.
- Queria falar comigo? - disse Julian dando um passo à frente – Aconteceu algo de errado?
- Sim... - respondeu a mãe de Maryana trêmula – Minha irmã Matilde e a família dela, inclusive o Marcel e o Mason...
- ...nossa tudo com “M”. - resmungou Isa.
- ...foram interceptados na fronteira do país e não conseguirão chegar para o casamento. Vocês estão sem pares! - gritou em choro como se seus parentes houvessem morrido em um grave acidente.
- Não se preocupe, Melinda... - tentou acalmá-la Julian – eu não tava afim mesmo...
- O QUE?! - gritou em resposta – Eu montei o casamento perfeito para oito madrinhas e oito padrinhos, PRECISO DAS OITO MADRINHAS E DOS OITO PADRINHOS!
- Calma senhora Melinda, calma – disse Marisa também tentando ajudar – Tenho certeza de que a Julian e a Hanna conseguem outro par...
- EM 20 MINUTOS?! - ralhou Melinda – Minha filha, só quem faz milagre é Jesus.
- Então se ajoelhe e agradeça à ele, acho que sei de alguém que pode entrar na igreja comigo. - disse Julian com aquela expressão de “Já sei”. - Me dê quinze minutos Sra. West, vou ver se consigo. - e saiu correndo à procura de seu par.
- E a Hanna? - perguntou Melinda, mais calma.
- Essa ai consegue um par em 5 minutos. - disse Dani – Fique tranqüila, vou procurá-la e já dou o recado.
- Obrigada Dani... - disse Melinda com um grande suspiro - Que alegria ver que minha filha tem amigos tão maravilhosos, desse jeito vai até valer a pena o pulmão que eu vou ter que vender no mercado negro, para conseguir o dinheiro gasto nesse casamento!

Enquanto a Sra. West reclamava, sentados no primeiro andar da escadaria de mármore estavam Jussara e Josh, o irmão de Gustavo que foi convidado para ser par da garota.
- ...não posso te dizer Jussara, me perdoe. - dizia ele.
- Mas se isso está te fazendo tão mal... Por que não confessa? - aconselhava ela.
- Não posso. Ele... quer dizer... Deixa pra lá.
- Você está sendo ameaçado? - perguntou direta – Se você disser por quem, podemos tentar te ajudar.
- Não, ninguém pode me ajudar – respondeu – Eu entrei nessa sozinho e se for pra sair, eu quero sair sozinho também.
- Josh, mas o que um garoto do primeiro ano pode fazer de tão grave?
- Eu te respondo com praticamente a mesma pergunta: O que um aluno do primeiro ano, NÃO consegue fazer de tão grave?
- Você está me assustando, Josh – confessou – Eu só acho que você... AAAH! - Jussara gritou de repente, pareceu tonta por alguns segundos, mas logo se recompôs.
- O que foi? - perguntou Josh preocupado, fazendo menção de chamar os outros padrinhos que estavam discutindo detalhes do casamento.
- Não, não chame ninguém... Foi só mais um lampejo... O terceiro, essa manhã... - explicou – Algo terrível vai acontecer.
- Conversa animadora, pra quem tem um segredo sombrio como eu. - disse sem pensar – Mas o que você vê exatamente?
- Quando eu começo a ter esses lampejos repentinos... É por que vou conseguir ver nitidamente o que tenho sonhado há meses.
- Como assim? - indagou.
- A visão vai deixar de ser embaçada... E vai se tornar nítida. Só espero vê-la a tempo para salvar a quem quer que seja...
- Por quê? Na sua visão... Alguém... Morre?
- Sim – respondeu preocupada – Morre.
 
Max passava em disparada pelos corredores da escola, depois de muito correr conseguiu chegar a seu destino: a Sala de Visitas. Ele deu três batidas na porta e escutou a voz alegre de Magno, como ele nunca ouviu autorizando sua entrada. O sorriso no rosto do homem ia de orelha a orelha, ele fez um gesto de abraço e em seguida apertou o garoto com força.
- Eu sabia que um dia você ia conseguir meu garoto. - e o soltou – Por pouco não pegou outro homem aqui, que estava esperando pela filha. Mas eu o coloquei pra correr, esse lugar é meu, todos sabem disso. E então, me conte com detalhes, o que descobriu?
- Pelo que entendi, o Gui é um animago e a Daniela também – respondeu ofegante – Só que há outros, eu escutei eles dizerem.
- Nomes? - indagou Magno atento.
- Não. - respondeu – Mas tem como descobrirmos.
- Diga – encorajou Magno – Já temos dois.
- Eles têm uma espécie de carta do Dumbledore que eu escutei o Guilherme dizer que é um “Plano B” deles, caso dê tudo errado.
- Errado, como por exemplo, serem descobertos?
- Isso. Essa carta é a nossa chance de descobrir todos eles.
- E onde ela está?
- No dormitório da Grifinória. No quarto do Hick, para ser mais especifico. - contou – Só que eu desconfio que os outros animagos sejam integrantes da banda, não tem outro motivo para o nome do grupo ser “Penetras em Hogwarts”. Pensa comigo, como animais, seja uma mosca ou um gato, eles podem escutar conversas e invadir qualquer lugar sem serem vistos. E se por acaso, os verem o máximo que vão fazer é enxotar o animal, mais nada.
- Tem razão... - raciocinou Magno – Eu estava escutando uma música deles no rádio e me lembro do trecho que a Isabelle canta, algo como “Eu sei que intrigas nós vamos enfrentar, Pra não mostrar, o nosso segredo”. Tem razão. Só podem ser eles.
- Só precisamos da prova final para que você os acrescente em sua coleção, Magno.
- Na verdade – ele saiu diante de Max e espiava pela janela, mais convidados chegavam e entravam no castelo para o casamento – eles me deram muito trabalho. Praticamente três anos me fazendo de idiota, principalmente o Hick, se ele for realmente um animago ilegal, esteve todo esse tempo bem debaixo do meu nariz e eu nunca consegui descobri-lo.
- O que o senhor quer dizer com isso? Se não vai empalhá-los para sua coleção, vai fazer o que?
- Os deixarei presos em Azkaban, tempo suficiente para que eles me implorem que os transformem em itens da minha coleção. - disse com satisfação. - Vamos, Max. Temos um quarto para revistar.
Eles se entreolharam e algo inusitado aconteceu: Os dois diminuíram drasticamente de tamanho, na transformação era possível ver algumas antenas e patas flutuarem no ar. Magno se transformou em um insignificante pernilongo e Max em um besouro negro que há pouco tempo tinha rodeado a conversa de Gui e Dani, coletando informações para desmascarar a banda.

A maioria dos convidados já havia enchido o Salão Principal, entre os convidados era notória a presença de vários Comensais da Morte com suas esposas e claro, todos os alunos da Corvinal e da Lufa-Lufa, também estavam lá. Julian tinha acabado de entrar no salão a procura de seu par e foi quando avistou Lilah sentada ao lado de Mike na fileira do meio.
- Oi pessoal – disse sentando-se ao lado dos dois – Lilah, tudo bem? - a vampira que ainda estava sem falar, deu um breve sorriso, o que comparado ao estado em que ela estava antes, já era um progresso. - Mike, eu queria te pedir uma coisa.
- Claro, se estiver ao meu alcance. O que seria? - perguntou o garoto em tom amável.
- É que... Sabe, eu... Er... Sou madrinha desse casamento, você abe? - o garoto fez um gesto positivo – Meu par... meu par era um primo da Maryana que infelizmente foi interceptado na fronteira do país e...
- Você está sem par? - perguntou, achando graça no desespero de Julian.
- É. - disse por fim – E eu preciso arranjar um, ou a mãe da Maryana vai ter um infarto.
- A mãe da Maryana? - perguntou desconfiado – É pela mãe da Maryana que você quer que... eu seja seu par, é isso?
- É, isso mesmo – corou – Se você não quiser, eu vou entender que está em cima da hora e...
- Eu quero. - cortou – Já que é para evitar um infarto na mãe da Maryana, eu aceito.
- Que ótimo – respirou aliviada – Lilah, você não se importa de ficar sozinha?
- Não. - respondeu a vampira. Julian e Mike ficaram em estado de choque, a garota finalmente tinha dito sua primeira palavra desde a morte de seu irmão. Foi impossível conter a alegria e Julian saltou por cima de Mike para abraçar Lilah.
- Amiga você falou... Que alegria! - comemorava.
- Também estou muito feliz – disse Mike – Mas vamos Julian, não podemos chegar atrasados. - ele quase puxou a menina a força e quando finalmente se distanciaram da vampira, Mike fechou a cara – Julian, você está ficando louca? Ela está sem falar faz meses, temos que tratar isso como uma coisa normal ou ela pode se fechar de novo!
- Eu, sei é que não consegui me controlar – disse feliz e abraçou Mike com força – Tudo isso graças á você que esteve com a gente durante todo esse tempo visitando o tumulo do Levi, muito obrigada Mike, não sei nem como te agradecer.
- O crédito, não foi só meu. - disse ainda abraçado com ela – Nós dois juntos a apoiamos e foi graças as nossas conversas divertidas que ela tem melhorado bastante. Também quero te agradecer muito Julian, não sabe o quanto isso significa pra mim.
- É... - disse ainda sorrindo, até que se tocou que ainda estava abraçada com ele – Desculpe - e o soltou rapidamente – foi um impulso.
- Sem problemas. Se você não me abraçasse depois desse avanço da Lilah, eu te abraçaria. - Julian deu um sorriso sem graça com a confissão de Mike e juntos foram em direção a área reservada para os padrinhos.

Hanna tinha acabado de entrar no banheiro das meninas, aonde ela pensava que ia encontrar a Murta-que-Geme e perguntar se ela tinha visto Hick em algum lugar de Hogwarts (para não levantar suspeitas, Maurício já tinha ido para o Grande Salão, aonde aguardava noticias). Foi quando para a sua surpresa, o próprio Hick estava olhando pela janela do banheiro, os últimos convidados que entravam no castelo, após terem sido revistados por Filch.
- Hick, eu te procurei em todo lugar – disse correndo até o garoto – O que você está fazendo aqui... sozinho, espero. - e olhou rapidamente para todos os lados.
- Não tem nada pra fazer lá embaixo – disse seco – Ou tem? Acabei de ver todos que eu achava serem meus amigos, sendo padrinhos do casamento da garota que eu amo com o cara que eu odeio.
- Nós também somos amigos da Maryana – defendeu-se – Não podíamos deixá-la na mão. Ela já não parece estar muito satisfeita com o casamento, imagine só se fossem apenas convidados do Max?
- Entendo – disse virando-se para encará-la – Mas por que estava me procurando?
- Hick, eu... Bem não interessa como, mas eu estava na Casa dos Braços e...
- Sozinha? - desconfiou.
- Isso não vem ao caso – disfarçou – O que acontece é que o Max e o pai dele entraram lá e começaram a discutir.
- Por quê? Eles falaram?
- Pelo que eu entendi o Max não estava levando o casamento muito a sério e parecia estar fazendo algum serviço extra para o Magno.
- Serviço extra? - disse profundamente interessado e já desconfiado do que se tratava.
- Sim – explicou – Mas no meio da discussão o pai dele disse que... Hick, não vá fazer nenhuma loucura, mas eu sinto que tenho que te dizer isso: O Jason disse que o Max nunca transou com a Maryana. - Hick ficou em choque, parecia ter perdido a cor da pele – Pelo que eu entendi, quando a Maryana foi terminar com o Max, o pai dele chegou e lançou um feitiço de memória nela. Como a Mary, apagou a única coisa que o Max fez, foi deixá-la de roupas intimas e esperar que você viesse atrás deles ou que ela acordasse e pensasse ter dormido com ele. - Hick ainda estava sem palavras – Entendeu Hick?
- A Maryana foi obrigada a casar-se com o Max por que o pai dela pensa que os dois dormiram juntos. - raciocinou Hick. Hanna abriu a boca surpresa - Isso quer dizer, que se não aconteceu nada, esse casamento não tem fundamento algum!
- E você vai até o casamento revelar a verdade na frente de todos?
- Não. – respondeu simples – Vou fazer melhor.

Por Penetras, lá pelas 21h33